PEDALBOARD DO DAVID DAFRÉ (VANGUART) – PEDAL_UPDTR#7

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foto por Jéssica Alves

 

Durante a Virada Cultural de 2017 pude assistir algumas das bandas que mais gosto e para minha surpresa o Vanguart estaria no SESC Vila Mariana fazendo um show tributo a Bob Dylan. Mesmo preferindo disparado ver os autorais da banda, achei muito interessante ver uma banda desse porte em um show tributo.

Como já é de costume um mínimo de tietagem pós show, aproveitei a oportunidade para comentar sobre pedais e efeitos com o guitarrista da banda, David Dafré e, percebendo que o assunto iria longe, decidi aproveitar a oportunidade e estender esse bate-papo para uma entrevista.

Após o encontro trocamos várias ideias sobre shows, equipamentos e influências e espero conseguir colocar tudo aqui neste espaço. Uma das coisas que eu destacaria deste encontro é como a guitarra pode unir pessoas de vários lugares, gostos musicais e estilos. No final todo mundo quer brincar de música e enlouquecer um pouco mais aquele riff grudento com algum barulhinho diferente.

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E vamos ao entrevistado de julho:

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entrevista David Dafré

 

Se pudesse usar somente um pedal no show, que pedal seria?

Depende muito da ocasião. Por exemplo, se eu estivesse utilizando um amplificador no qual eu pudesse saturar as válvulas e ainda ficar com um volume compatível com o palco eu usaria o controle de volume na guitarra para controlar a distorção e o som limpo e colocaria um pedal de Delay Digital.  Para palcos grandes eu prefiro usar Delay Digital.  A mesma coisa se aplica para Reverb, tem que ser digital.  Se estivesse tocando em uma sala onde a fonte sonora da guitarra seria única e exclusivamente do amplificador eu ousaria usar Reverb de mola, que normalmente são itens de fábrica em amplificadores valvulados.  Se o amplificador não fosse valvulado, eu escolheria usar um pedal de Overdrive.

 

Se você estivesse começando hoje, qual seria o primeiro pedal que iria adquirir?

Compraria um Overdrive.  Meu primeiro pedal foi um SD-1 da Boss, eu tenho e uso até hoje.

 

Tem algum pedal que sente falta em seu set ou que está pensando em adicionar em seu pedalboard?

Dois pedais que quero adicionar no meu pedalboard são Wah-Wah e Volume para expressão.  Atualmente uso um pedal de volume não linear de fibra óptica.  Quero experimentar trocar por um pedal de volume linear com potenciômetro.

 

Cite referências de guitarristas ou artistas de bandas independentes que influenciam a escolha do seu timbre de guitarra ou que você admira como guitarrista ou como artista.

Sempre fui fã do Bruno Kayapy do Macaco Bong.  Estudávamos  musica em Brasília antes de formarmos as nossas bandas atuais.  O nosso professor em Brasília é um gênio das cordas que me inspira até hoje.  Sigo suas dicas no canal de YouTube, Um Café Lá Em Casa. O fabuloso Nelson Faria.  Vale a pena conferir seus livros sobre harmonia e improvisação. Outro guitarrista que despertou meu interesse desde a primeira vez que o vi tocando com Lanny Gordin é o Guilherme Held.

O Luiz Carlini que gravou o primeiro DVD do Vanguart com a banda e ainda tem Lanny Gordin, Manuel Cordeiro, Kiko Loureiro, Lúcio Maia, Fernando Catatau, Felipe Cordeiro, Davi Moraes, entre outros.

 

Qual sua experiência com pedais e como você os escolhe e ordena? Tem alguma dica para quem está começando a montar um pedalboard?

Sempre reduzi ao mínimo meus pedais. Fiz todo o possível para ter uma boa guitarra e um bom amplificador. Acredito que isso é o necessário para tirar um bom som de guitarra elétrica. Vale lembrar que é importante explorar o som acústico da guitarra antes da amplificação.  Se fizer isso, poderá encontrar vários tipos de efeitos sem precisar de pedais. Feito isso, pode começar a adicionar pedais e descobrir quais acrescentam e quais reduzem o sinal entre a guitarra e o amplificador.

 

Como a formação do Vanguart, com uma guitarra, um violão e teclado na seção harmônica da banda influenciou sua forma de tocar e sua escolha pelos efeitos e equipamentos? Como você trabalha suas regulagens para encaixar o som com os outros integrantes da banda?

A primeira adaptação que fiz para me adequar ao teclado foi de construção de acordes.  Primeiramente aprendi a executar acordes igual ao piano, depois escolhi os pedais de sempre, Overdrive, Delay e Reverb para deixar o som mais alto ou mais macio.

 

Tocando junto com tecladistas você já teve algum problema de embolar o som ou tem alguma dica para bandas que têm essa formação?

Sim. Embola mesmo, principalmente quando todos tocam simultaneamente. Acho que é importante arranjar os instrumentos de forma com que todos apareçam.

 

Você possui uma rotina de estudos com a guitarra ou apenas uma rotina de preparação para shows? Poderia contar um pouco sobre como se organiza para manter-se em dia como músico e principalmente como guitarrista?

Vou recomendar o site que visito sempre do professor Nelson Faria.  A página no YouTube tem várias dicas e aulas. Também tem entrevistas com artistas e instrumentistas. Ali tem  o suficiente para manter qualquer guitarrista ocupado.

As páginas são Um Café Lá Em Casa e Fica A Dica Premium.

 

Qual é seu ponto de vista com relação a marcas e custo-benefício de pedais?

Vi que a Giannini está com uma linha de pedais a bom preço. Recomendo os pedais do DANAMP.  Usei o Tremolo-Lux recentemente e gostei. Acho que é uma boa alternativa a produtos importados superfaturados.

 

Durante o show da Virada Cultural 2017 no SESC Vila Mariana vocês fizeram tributo a Bob Dylan. Poderia comentar um pouco sobre a direção do amplificador para a lateral do palco e também sobre a diferença entre o set de pedais que usou em comparação com o seu set nos demais shows do Vanguart?

Estou sempre utilizando o amplificador direcionado para fora do palco para não competir com o P.A.  Um amplificador de 100 watts consegue fazer bastante barulho. Direcionando o amplificador para fora do palco o meu técnico de som consegue ter mais controle na mix e no P.A.

Para o show no Sesc Vila Mariana eu usei a mesma configuração de pedais de sempre.   Fui obrigado a mudar quando fizemos o show de comemoração de 50 anos do disco Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band, dos The Beatles.  Ali usei e abusei do Small Clone (chorus) da Electro Harmonix e também usei o Small Stone (Phaser), o Micro Pog (oitavador) e muito Fuzz do Fuzz Face modelo Eric Johnson.

 

Lista de equipamentos do David:

Guitarra que mais usa: Godin Montreal Premiere

 

Amplificador: 65’ Fender Twin Reverb.

 

Pedais:

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Boss TU-2

Morley Mini Volume

Boss GE-6

Boss SD-1

Xotic EP Booster

Boss TR-2

Boss DD-7

 

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