PEDALBOARD DA WALKSTONES – PEDAL_UPDTR#14

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A primeira entrevista com a banda toda!

Antes de terminar 2017 alguma coisa dizia que ainda dava tempo de realizar um sonho antigo: organizar um evento multicultural também com uma vertente de conscientização social para público interessado.

Assim foi a realização da primeira edição do Profusão, nome que surgiu durante as conversas prévias com os outros 3 sonhadores envolvidos no projeto. Para quem quiser conhecer mais já deixo aqui o link da página que concentra todos nosso esforços em realizar e divulgar essa iniciativa >> https://www.facebook.com/Profusao/

Nessa ocasião tivemos a oportunidade de trazer 4 bandas de estilos variados e que estão fazendo um trabalho autoral de muita qualidade. Pode parecer desafiador juntar estilos diferentes sob um mesmo projeto, mas no desenrolar da produção fui percebendo que pode ser muito mais legal fechar com a diversidade ao invés de repetir fórmulas de eventos que ao final contribuem muito pouco para a formação cultural do indivíduo. Respeito e gosto de eventos segmentados mas foi muito prazeroso poder trabalhar em uma linha diferente.

Meu primeiro contato com a Walkstones aconteceu em 2015 quando tive a oportunidade de dividir o palco com eles em um show que aconteceu dentro de um dos principais estúdios de ensaio de Sorocaba (na época). Naquele tempo ainda não existia o vocal feminino da Tifany “She Alienn” mas a atitude despojada já era uma marca da banda. Entre 2016 e 2017 muita coisa aconteceu e dois EPs foram lançados, trazendo uma grande curiosidade sobre a banda que estaria para ver durante o evento.

 

Vamos às entrevistas com Tifany “She Alienn” (guitarra e vocal), Matheus Ferreira (guitarra e vocal) e Leonardo Sabino (baixo e vocal).

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No show do profusão percebi que faz parte da proposta da banda utilizar poucos pedais de guitarra e baixo. Citem os pedais que cada um usa e de que forma utilizam.

She Alienn –  Eu uso um turbo Overdrive da Boss, geralmente nos refrões das músicas por serem mais intensos.

Mattheus –  Eu uso um Fuzz manufaturado por Ariel Machado e um Silver Chorus da Black Bug, as vezes rola um Afinador também da Fender que eu roubei de um amigo. O Fuzz é utilizado com bastante distorção em todas as musicas, é o xodó. O Chorus é usado de forma soft em partes mais leves de algumas musicas.

Leonardo – um fuzz feito por Ariel Machado é usado em poucas musicas, em geral as musicas do primeiro EP,  Dark Turns Blue.

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Que característica de timbre e equipamento fez cada um escolher o set que usa atualmente?

She Alienn – Na verdade eu e o Mattheus usávamos fuzz quando eu entrei na banda, mas achávamos que não combinaria tanto com as novas músicas, ficava tudo soando igual. Aí ele sugeriu que eu usasse o drive e eu gostei bastante.

Leonardo Sabino – Por termos influências de sons mais jovens e rasgados dos anos 90 e 2000, como The Hives e The Vines, que também usavam bastante fuzz, sentimos que deveríamos tentar usá-lo em nossas músicas.

Mattheus Ferreira – O ruído do fuzz me cativou quando ouvi pela primeira vez, ainda era leigo no assunto pedal e quando conheci as opções foi amor à primeira vista.  Eu deixo a guitarra bem aguda e com o fuzz da um contraste que particularmente adoro. Tentei usar outros pedais, mas estava sendo inútil já que o fuzz supria todas as necessidades na Walkstones.

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Há quanto tempo cada um de vocês toca esses instrumento? Se alguém que está começando agora perguntasse por onde deve começar seu set que dica vocês dariam sobre onde investir primeiro ou que tipo de equipamento focar?

She Alienn – Eu toco há 6 anos e comecei com o básico mesmo, um amplificador e guitarra baratinhos. Sugiro se dedicar primeiro ao instrumento como um todo pra depois focar em diferentes timbres e comprar outros equipamentos, assim fica mais fácil sabe qual a melhor forma de aproveitá-los.

24993475_719696314908354_2896144262992866396_nMattheus Ferreira – Eu toco a 6/7 anos, fiz 3 meses de aula e o professor sumiu mas eu nunca parei. Eu apoio investir primeiro numa guitarra porem algo mais barato, um amplificador simples e uma pedaleira  pra conhecer os efeitos, dai provavelmente vá se apaixonar e começar a investir em maior qualidade.

28058735_10156138461150789_5415538733007766822_n1.jpgLeonardo Sabino – Comecei a tocar violão e baixo há uns 5 anos, quando começamos a banda. Como o baixo e tudo que envolve instrumentos é muito caro, eu recomendaria investir primeiramente num baixo mesmo, e após investir num amplificador. Foi o que eu fiz na verdade, porque comprando um baixo em primeiro lugar você pode pelo menos tocar no estúdio.

 

 

Tem algum pedal que você sente falta em seu set ou que você está pensando em adicionar em seu pedalboard?

She Alienn – Eu conheço muito pouco e gostaria de experimentar várias coisas, ter mais contato.

Mattheus Ferreira – Para a banda não sinto falto de nada, porem como guitarrista tenho curiosidade em fazer alguns experimentos com Flanger ou Phase, e na ultima gravação usei um Shred Master que encaixou muito bem na banda e despertou a vontade de comprar.

Leonardo Sabino – Tenho muita curiosidade em experimentar diversos pedais, mas como nunca testei vários deles, não sinto falta deles na banda.

 

Cite referências de guitarristas ou artistas de bandas independentes que influenciam a escolha do seu timbre de guitarra ou que você admira como guitarrista ou como artista. Pode citar também guitarristas de qualquer tipo que influenciaram ou influenciam seu timbre até hoje.

She Alienn – Eu sou muito fã de country, blues e punk rock, então isso varia bastante. Vão desde dedilhados simples até uns slide maroto que eu preciso aprender a mandar hahahaha. Minhas maiores influências são a Sister Rosetta Sharpe e a Suzi Gardner do L7, não sei de onde tiraram que mulher não sabe tocar, eu fico muito besta com elas.

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durante a primeira edição do Profusão Cultural em Sorocaba (10/12/2017)

Mattheus Ferreira – As minhas influências são muito amplas então nem sempre reflete no som, mas pra começar as primeiras grandes paixões foram Jimmy Page e Jerry Cantrell, mas depois me aprofundar o que mais refletiu no nosso som foram YUCK, The Hives, The Vines, Strokes, Fidlar, The Orwells e Dinosaur Jr, além das bandas da nossa cidade que influenciam diretamente como a Incesto andar e Justine Never Knew the Rules (entrevistada em maio/2017)

 

Como acontece a “conversa” entre as guitarras da banda? Você tiveram que repensar a relação guitarra/ampli/pedais para que o som casasse com a banda? De que forma a banda decide “quem toca que parte” em cada música?

She Alienn – Antes as guitarras eram mais predominantes pra deixar a música pesada, hoje elas acompanham a harmonia das vozes, com isso o Matt explorou muito mais o lado melódico dele e eu uns acordes mais bonitos e trabalhados. Decidimos tudo de uma forma natural, no ensaio. Fica difícil não dar certo por que acaba sendo tudo muito simples e somado fica bonito.

Mattheus Ferreira – Tivemos que repensar e tentar algumas coisas, o Drive que a She utiliza era usado por mim, mas casaria melhor se ela usasse enquanto eu fico com o fuzz. É muito natural à decisão de quem toca o que, geralmente quem trás a parte toca ela, e então tentamos encaixar algo em cima.

 

Vocês possuem uma rotina de estudos com o instrumento ou apenas uma rotina de preparação para shows? Poderiam contar um pouco sobre como vocês se organizam para manter-se em dia como músico? Se quiser pode falar também sobre sua trajetória como guitarrista.
img_0014.jpgShe Alienn – Eu foco muito mais no violão diariamente, pois é um instrumento do qual eu tenho mais simpatia, chega a ser um lance muito loco pois eu sinto que quando toco ta tudo saindo de mim e indo pra lá. Eu tento transferir isso pra guitarra, mas chego a ter até um pouco de medo de instrumentos elétricos, acho que por ser mais difícil mascarar o erro haha, preciso vencer isso. Comecei na música muito cedo, com 6 anos em cursos oferecidos nas instituições públicas mesmo como a Fundec (recomendo), mas era um lance mais pra me ajudar a cantar, e fui pulando de instrumento até chegar nos de corda e me apaixonar, eles deixam tudo com mais amplitude e podemos explorar coisas incríveis. Hoje eu pretendo voltar a estudar com mais seriedade pra superar essas nóias.

Mattheus Ferreira – O estudo do dia a dia é escutar musica mesmo, escuto o tempo inteiro e quando algo desperta interesse eu vou ver como toca e acabo absorvendo algo, mas nada muito técnico. Pra me manter em dia eu toco um violão todo dia mas é algo natural, nada de “tenho que treinar um pouco”, eu sou bem fã do simples e isso reflete bem nas nossas musicas de 2 acordes (risos).

Leonardo Sabino – Admito que poderia ter mais tempo de estudo diário de baixo ou violão, mas acabo tendo tempo apenas para me preparar para shows ou experimentar no baixo apenas no tempo que temos em estúdio. Eu tento contribuir para a banda com tudo que consigo, principalmente com letras.

 

Durante o show fiquei sabendo que tanto baixo quanto guitarra utilizam pedais handmade feitos pelo guitarrista Ariel da banda “Incesto Andar”.

 

 

Leonardo Sabino – O meu pedal é um pedal duplo, é um fuzz clone do Wooly Mammoth da Zvex, e também um Feedback Looper, porém esse efeito não foi usado em nenhuma gravação e também não o uso nos shows por ainda não ter encontrado uma música que encaixe com ele.

Mattheus Ferreira –  O meu pedal é um clone do Fuzz Face feito por ele, casou perfeitamente com a banda e hoje em dia é uma das características. Está em todas as músicas, inclusive está bem marcante novo EP que será lançado em breve. Ariel é nosso padrinho, tirou a gente dos botecos e começou a levar nas casas de shows junto com a Incesto Andar, agora esta com uma banda nova que em breve vai lançar algumas musicas, chama Colúvio, fiquem ligados.

 

Equipos da Walkstones:

She Alienn

Guitarra – Condor Stratocaster

Efeitos: Boss OD-2

 

Mattheus Ferreira

Guitarra – Telecaster manufaturada pelo luthier Sergio

Efeitos: Chorus Black Bug

Fuzz Face por Ariel Machado

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Leonardo Sabino

Baixo – Gianini Sonic X

Efeitos: clone Wolly Mammoth Fuzz com Feedback Looper

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